terça-feira, novembro 27, 2007

Temas de Legião Urbana. Começando com...

Já não sei dizer se ainda sei sentir

O meu coração já não me pertence

Já não quer mais me obedecer

Parece agora estar tão cansado quanto eu

Até pensei que era mais por não saber

Que ainda sou capaz de acreditar

Me sinto tão só

E dizem que a solidão até que me cai bem

Às vezes faço planos

Às vezes quero ir

Pra algum país distante

Voltar a ser feliz

-o-

Já não sei dizer o que aconteceu

Se tudo que sonhei foi mesmo um sonho meu

Se meu desejo então já se realizou

O que fazer depois?

Pra onde é que eu vou? Eu vi você voltar pra mim

Eu vi você voltar pra mim...

-o-

("Maurício")

segunda-feira, julho 09, 2007

Na noite de sábado, minutos após se tornar maravilha.

quarta-feira, julho 04, 2007

"Brains, more brains!!" (cruzes!)

Bem, se no post abaixo demonstrei pelo teste que estou "bonito na foto" do quesito "vício em blogs" (já fez seu próprio teste?), no evento "Apocalipse de zumbis" (saca aqueles filmes em que meia-dúzia correm de milhares de zumbis pelas ruas e se trancam num shopping-center?) minha chance de me juntar à turma do mal (aqueles que parecem figurantes de "Thriller" do Michael Jackson) são bem grandes... Aaaargh!

Vai lá, teste-se!

(Por que a vida não se faz apenas - thanks God! - de coisas chatas e sérias. Há zumbis também!!!)

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"Blogs, I need Blogs!"

Fiquei satisfeito com o resultado. São apenas quatorze perguntas simples e rápidas. E você, a quantas anda seu vício? Just click...

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terça-feira, julho 03, 2007

Estupefação (uma excepcional e necessária segunda postagem em um dia)

Não sei se defino como um absurdo, uma vergonha ou um desserviço. E enquanto tento resolver essa dúvida, outra me vem: sendo absurdo, vexame ou ainda "gol contra", quais são os motivos para tanto? explico.

Nesta noite de terça-feira assisti, como faço vez por outra, a uma parte do "Jornal da Band" que, por motivos claros de audiência, termina exatamente quando o "Jornal Nacional", campeão supremo de ibope, começa. O telejornal da TV Bandeirantes noticiou um crime ao qual a Rede Globo, fosse cometido no Rio, daria destaque de "primeira página"; resolvi assistir ao noticiário da Globo para ver de que modo seria anunciado. Para quê...

O crime ocorreu em Porto Alegre, em área de bastante movimento. Um grupo de assaltantes atacou os seguranças de uma transportadora de valores quando estes últimos se encaminhavam para dentro do carro-forte carregando malotes com dinheiro. Um bandido, certamente motivado pelos filmes de ação hollywoodianos, fez-se passar por catador de lixo e, no momento que julgou exato, sacou um fuzil de um monte de papéis amassados que levava em um carrinho de supermercados. Os vigilantes revidaram o fogo que tornou-se cruzado com a chegada de outros três assaltantes por uma rua lateral. O resultado?

Os bandidos fugiram sem levar nada. Dois vigilantes foram feridos. Quatro inocentes também feridos. Uma moça universitária, vinte e poucos anos, que chegava no caixa eletrônico, mor-ta.

A pergunta evidente: Jornal Nacional, por que não noticiar tal crime? Pessoalmente não acredito na hipótese (que alguns levantam há anos) de tentativa de desmoralizar o governo carioca (todos os governos, por anos?) mas fica parecendo que há algo nesse sentido. O "Jornal da Band", por sinal, entrevistou a população local e uma senhora disse o que todos sabemos: "a violência não está só no Rio. Aqui está igual".

Nosso país inteiro sofre com a insegurança. Por que só mostrar as nossas (verdadeiras e escandalosas) mazelas?

Por quê?

-o-

A foto abaixo é do jornal de Porto Alegre "Zero Hora". O link para a notícia está aqui.

E assim caminhamos

Muito se tem falado por esses tempos sobre falta de caráter e covardia, violência e falta de ética. Discute-se o tema sob diversos ângulos. Há, decerto, vários ingredientes espalhados no tempo e em todos as atividades da sociedade. Uma determinada prática observada pode ser um desses inúmeros componentes.

Os narradores esportivos têm, em geral, mania de tripudiar da Argentina, em especial no futebol. Galvão Bueno se delicia costumeiramente afirmando ad infinitum "o quanto é gostoso ganhar da Argentina", não pelo valor intrínseco da vitória mas, claramente, porque os argentinos seriam arrogantes e dariam pouco valor ao futebol brasileiro - quando não ao povo brasileiro. Luciano do Valle, na Bandeirantes, também tem prazer em achincalhar a seleção de futebol do país vizinho. Nesta segunda-feira, durante o jogo entre a Argentina e a Colômbia, discorria sobre o prazer em ver a Argentina perdendo; o jogo terminou 4x2 para os portenhos. É claro que a rivalidade cria atritos mas o que há é uma atitude mesquinha e pouco educada, uma pré-disposição para ser "do contra". Mas por quê? Bem, a Argentina tem um futebol muito competitivo e bonito. Então me parece que há maior valor na eventual vitória sobre aquele país do que em relação ao Equador, Chile, Venezuela e congêneres. Torço sempre pela Argentina porque os melhores devem vencer. Como nenhum outro, o futebol argentino alia a técnica esmerada a uma grande determinação pela vitória. Mas os narradores não pensam assim e criam essa "anti-torcida" antipática e que cheira, no fundo, a medo.

Melhor se garantir enfrentando um menos capaz. Melhor bater no mais fraco e receber os louros da glória (a fama pela valentia). E não é assim que a sociedade vai se moldando?

segunda-feira, junho 25, 2007

Chamava-se "Retrato de um playboy"

Pensei umas duzentas e trinta e seis vezes (estou me especializando nesse número) em se ia ou não escrever sobre esse fato. Afinal temos todas as manchetes de jornais para ler, os telejornais para ver e "n" espaços na internet para protestar. Mas a declaração do sr. Ludovico Ramalho é um elemento decisório, embora mais do que esperado.

Vem então à público, com voz embargada e tremeluzente - como vela acessa sob brisa - o pai de um dos malandros (muito bem chamados de "playboys" no Jornal Nacional) que espancaram a moça, o tal Ludovico, dizer que "eles erraram, sim, mas deixar as crianças que estudam, trabalham, etc, na cadeia, é demais! é desnecessário!". Entendo que em momentos de tensão as pessoas digam bobagens mas sempre há um limite para a boçalidade. Malandros escudados pela classe social serem chamados de crianças? que vergonha!

Gabriel foi premonitório. Ou melhor, nem tanto. Apenas foi observador, o pensador.

"Pergunta prum playboy o quê ele pensa da vida. Sabe o que ele te diz? (Se borra todo?) Não, mais ou menos assim:"Sou playboy e vivo na farra, vou à praia todo dia e sou cheio de marra. Eu só ando com a galera e nela me garanto, só que quando estou sozinho eu só ando pelos cantos. Porque eu luto Jiu-Jitsu mas é só por diversão (É isso aí meu "cumpádi", my brother, meu irmão). Se alguma coisa está na moda então eu faço também, igualzinho a mim eu conheço mais de cem. (...) E o que eu sinto pelo país é o que eu sinto pelo povo. Olha só que legal quando eu pego um ovo, entro no carro com os amigos e levo o ovo na mão (Olha o ponto de ônibus, freia aí meu irmão!!). E eu taco o ovo bem na cara de um trabalhador que esperava o seu ônibus que passou e não parou. Que maneiro, eu não ligo pra quem tá sofrendo, em vez de eu dar uma carona eu deixo o cara fedendo".

Há uns quinze anos eu poderia ser enquadrado na posição social que esses malandros estão agora. Vinte, vinte e poucos anos, zona sul, carro desde sempre (e todos os amigos idem), night, etc. Muitas vezes ficávamos parados ali no posto Mengão, na Lagoa. Dali, após dar uma "calibrada", ia para as boates. Sim, gostava de correr de carro mas normalmente quando NÃO estava com álcool na corrente sangüínea (tanto que aqui estou). E, mais tarde, lá pelas quatro da matina, ia comer um sanduíche no BB Lanches, no Leblon, e depois (ou antes, bem mais cedo; não havia regra), geralmente, uma "patrulha".

A "patrulha" era nada mais que ir ver as moças que trabalham na noite, "na pista", como elas mesmo diziam. Muito diferente dessas "crianças" de hoje, tratávamos bem as meninas. E mais até: parávamos, todo mundo saía do carro e, por vezes, ficávamos por ali, conversando. Numa boa, sem desrespeito algum. Ninguém que eu tenha conhecido pensaria em bater nelas. Gostávamos delas, justamente pelos motivos mais que óbvios.

Essas "crianças" de hoje, e seus pais, são muito estranhos.

sábado, junho 23, 2007

Culinária oriental

Há uns duzentos e trinta e seis anos eu não postava alguma dica de restaurante. Salvo engano a última foi sobre a pizzaria do hotel Intercontinental, praia de São Conrado. Pois então, aí vai outra.

Restaurante japonês Benkei, na avenida Henrique Dumont, Ipanema, aquela que margeia o Country. Fica na segunda quadra a partir da praia, ao lado do Gula Gula, logo depois de um boteco bem chinfrim - coisa típica do Rio, tudo misturado.

Tem um rodízio muito bom - pessoalmente eu diria "excelente" - a um preço bacaninha, principalmente pela qualidade. Não deixe de pedir os cones e o maravilhoso gioza. Humm...

Não conseguimos ficar uma semana sem passar lá. Voltei de lá há pouco. ;-)

É isso aí; japonês Benkei é A dica.

quinta-feira, junho 21, 2007

Não é nada. Apenas uma sensação ou pensamento fugidio.

Fui nessa quarta à casa de amigos aqui bem perto, na Fonte da Saudade. Conversei, bebi uns vinhos, assisti a um jogo de futebol na TV.

Fui andando, visto ser perto e porque andar - essa atividade anacrônica - mal não faz.

Mas depende. Depende de onde e quando seja.

O intento era voltar caminhando. Meu amigo perguntou se eu havia ido de carro; respondi que não. Prontamente se dispôs a me dar uma carona de volta, ao que não criei muito óbice, a despeito da pouca distância.

Pois é aquela coisa: ainda tenho algum receio.

E não se pode negar: cachorro mordido por cobra tem medo de lingüiça.

segunda-feira, junho 18, 2007

De como tudo é volátil

Tudo pode mudar em um segundo. Embora saibamos disso, o fato só se evidencia quando ocorre algo concreto desmonstrando claramente tal assertiva.

Dia desses fui assaltado enquanto andava aqui pela zona sul, no início da noite. O prejuízo material do evento foi muito próximo a zero mas o que importa é a questão emocional (e a integridade física, naturalmente). Fica um hematoma na alma que, como a maioria dos outros, começa roxo bem escuro e vai clareando com o passar dos dias. Mas nem sempre esse hematoma moral desaparece. Diminui, no máximo.

Como na (in)segurança pública, na vida pública acontece o mesmo. Declarações insensatas (ou fatos íntimos revelados) podem acompanhar a pessoa pelo resto da vida. Está aí o Mário "Cenourinha" Gomes ou "A lei do Gérson", promulgada pelo ex-jogador lá nos anos setenta e que vigora até hoje.

A mais nova integrante desse "rol da fama pela porta dos fundos" (com trocadilho, no caso do ator) é, todos sabem, a ministra do turismo, Marta Suplicy. Seu destemperado conselho aos viajantes aéreos pode, talvez, ter estragado suas futuras aspirações político-eleitorais (ouvi hoje que a ministra pensa em se candidatar ao governo do estado de São Paulo...).

Dos diversos nomes que foram lançados na mídia nos últimos dias, caçoando da ministra Suplicy, nenhum chega perto daquele inventado pelo Casseta e Planeta em sua coluna dominical em O Globo: Marta SouDercy.

Maravilhoso.

Na foto, o Governador, a Ministra e o Presidente.

segunda-feira, junho 04, 2007

"Este blog" (retificação)

Este blog NÃO acabou.

Está só suspenso e, portanto, com vida.

terça-feira, maio 29, 2007

Miss segura

Pois é, e acabou que o "Concurso de Miss Universo" (!) desse ano teve um marketing como há muito não se via aqui pelo Brasil e todo mundo ficou sabendo do resultado (para lá de contestado) e inúmeros foram aqueles que assistiram ao programa.

Eu mesmo assisti ao terço final, a tempo de ver a moreninha americana realizar aquela constante apreensão (ou torcida?) da assistência: "e se ela cair logo agora?". Caiu.

Analisando bem o resultado, deu para ver que não tinha como a moça de Juiz de Fora vencer (por sinal, há marmanjos comemorando o resultado. Fosse eleita miss universo, não poderia sair na Playboy... Agora cogitam até participação no Big Brother. O "pay per view" ia bater recorde. É o que dizem...). Bem, mas voltando ao tema "Isso Foi um Absurdo! Que Vergonha", a foto abaixo mostra as vencedoras da noite. Miss China (soa estranho, "miss china", "mixina", eu hein...) foi eleita "Miss Simpatia", título que, todos sabem, pertencia até ontem a Sandra Bullock. Miss Filipinas foi coroada "Miss Fotogênia" (?!?!) e, a campeã, Miss Universo (!!!!), a japonesa Riyo Mori. O que todas têm em comum? claro, são "japas".

Não dava para Natália. A noite era da região do sol nascente.

quarta-feira, maio 23, 2007

Pearls

"Vivemos numa sociedade absolutamente heterogênea".

Dentro da linha da "frase-feita" esse é, sem dúvidas, um "conceito-feito". Feito e comprovado. Há inúmeros exemplos que podem confirmar tal afirmação, exemplos de toda ordem e sob diversos sentidos.

A breve história que se segue é um deles.

Ontem um conhecido meu, advogado, veio me contar que estava chegando da 5ª DP, próxima ao tribunal. Foi lá porque havia sido chamado por algum cliente seu - ou conhecido de um cliente, sabe lá - que havia sido conduzido àquela delegacia porque havia sido flagrado vendendo CDs piratas no centro da cidade. Na verdade disse o elemento que não eram CDs e sim, apenas, apresentava aos compradores cópias das capas dos discos, atividade bastante comum nas calçadas do centro e que visa, dessa forma, a fugir da punibilidade do ato, qual seja, vender artigo pirata, contrabandeado ou roubado. (Na verdade devia estar mostrando os discos mesmo senão não teria sido levado para a DP)

Acontece que os problemas do "vendedor" aumentaram em muito quando, no caminho da delegacia, a polícia abriu uma das mochilas que o sujeito levava consigo e encontrou nove papelotes de cocaína...

Ao chegar à delegacia o advogado foi conversar com o (agora) "vendedor" de substâncias entorpecentes e o mesmo afirma, a sós com seu advogado: "pô, eu não cheiro não, doutor! não mesmo! é que eu tava sem grana e arrumei isso aí pra arrumar algum!!...".

Aí eu me faço algumas perguntas e chego àquela conclusão do início: é incrível como essa sociedade é diversificada. Num caso como esse, chega a ser surpreendente que um camarada resolva vender cocaína e não saiba das conseqüências entre ser consumidor e traficante. A diversidade da sociedade, nesse caso, se escancara na disparidade de nível de informação e me vem uma questão: pode um sujeito assim ser colocado junto (fisicamente e legalmente) com reais traficantes de drogas?

É de ficar boquiaberto.

-o-

Voltando para casa, ouvindo a Band News.

A CEDAE (companhia de águas e esgotos do Rio) anuncia que vai começar a utilizar dispositivos na rede de esgotos de grandes consumidores (fábricas e condomínios, por exemplo) que estejam inadimplentes há bastante tempo com o pagamento de suas contas. Os dispositivos são "tampões" que impedem que os dejetos sanitários sigam para a rede pública de esgoto. Assim, o esgoto voltará para dentro das unidades caloteiras, fazendo aquele estrago que podemos imaginar.

Por conta disso, foi entrevistado o presidente da CEDAE (que, por sinal, escrevia um blog até há poucos meses, no Globo online). O presidente, bem austero, vai explicando a nova tática daquela empresa pública quando sai com essa: "...sim, então essa operação, que estamos chamando de "vai dar m", vai combater...". Ah?!?!?!

Olha, que bom que os vidros do meu carro são escuros senão iriam me tachar como louco, tal foi a forma como dei risada (a não ser que a outra pessoa também estivesse ouvindo a rádio). Imagine um sujeito todo sério, terno e gravata, voz empolada, olhando para o repórter e dizendo "pois bem, a operação "vai dar m"...

E é assim mesmo, "vai dar ême", que ele fala! É ou não é MUITO BOM !!?!?

Não tem inferno astral que resista. :-)

Na imagem, o governador (acompanhado do presidente da companhia de esgotos - olha ele aí!) parece já sentir os efluvios decorrentes da utilização dos tampões nos grandes consumidores.

terça-feira, maio 22, 2007

"A nível de resgatado", entende?

De imediato lembrei-me da música "Last Night a DJ saved my life", lançada bem no início dos anos 80, nos estertores da era disco. Mas, com todo o direito, podem me perguntar: "E qual foi o motivo que lhe fez lembrar o antigo hit das pistas de dança?

Bem, talvez possa dizer, parafraseando o título do "Indeep" (é, esse é o nome do grupo, uma "one-hit band"), que "This afternoon, a post saved my life". Estava lendo o Zeromeiaum (linkaulado) quando deparei-me como a tira abaixo, Charlie Brown em sua melhor forma:

Então pensei "poxa, tenho andado que nem o Charlie". Mas logo abaixo, a explicação-redenção! aí está, caros geminianos: o inferno astral!

(Hum... não vejo o menor sentido nessa coisa de "inferno astral", mas pelo menos é uma "resposta-de-salvação". Posso me agarrar à ela, aguardando a ventania passar)

quinta-feira, maio 17, 2007

Solução financeira

Não sei quanto a você mas, do jeito que o dólar está caindo, daqui a pouco eu vou começar a comprar real.

sexta-feira, maio 11, 2007

"Sometimes I wonder where I've been..."

E sigo com post tendo como título trecho de música em inglês. Agora é a vez de Nikka Costa e seu hiper mega super master advanced plus hit do início dos anos 80 "On my Own". Lembrei instantaneamente da Nikka ao ler a notícia sobre o novo fenômeno pop - na MTV romena - , Cleopatra Stratán, quatro anos, que ganhou nesta quinta-feira três prêmios MTV - melhor canção, melhor disco e artista revelação.

Os acessos ao clip da garotinha fofinha (acima) já passaram de um milhão de acessos no Youtube e, decerto, irão bem além disso.

O que muito provavelmente não irá muito longe é a fama precoce da mocinha. O fenômeno "criancinha-fofura que é sucesso magnético internacional" vem dos tempos da Nikka no alvorecer dos anos 80 e também, já na década seguinte, com Jordy e seu "Je m'appelle Jordy, J'ai quatre ans et je suis petit". Por sinal, "quatre ans" também; curioso.

Nada contra o sucesso da meninada. Pelo contrário, é algo que enternece a todos, uma criancinha assim, que grava, faz shows ao vivo e tem desembaraço difícil de encontrar até em muitos adultos. Mas fica a dúvida de até onde está se explorando cabecinha tão tenra e o que isso poderá acarretar em seu futuro.

"But not for such as you and I"

Me peguei em casa de manhã cedo cantando The Smiths. Já escrevi aqui que na adolescência gostava deles porque, entre outras coisas, curtia fazer pose de desolado, com fundamentais reflexões, profundas e desconsoladas.

Até onde era pose e até onde vez por outra continua sendo real, isso não posso (não?) responder. Mas sei o motivo da música, hoje.

"I know it's over" - The Smiths

Oh Mother, I can feel the soil falling over my head

And as I climb into an empty bed... Oh well. Enough said.

I know it's over - still I cling I don't know where else I can go (over and over and over...)

Oh ... Oh Mother, I can feel the soil falling over my head...

See, the sea wants to take me, the knife wants to slit me, Do you think you can help me ?

Sad veiled bride, please be happy. Handsome groom, give her room... Loud, loutish lover, treat her kindly (Though she needs you More than she loves you)

And I know it's over - still I cling I don't know where else I can go Over and over and over and over Over and over...

I know it's over And it never really began But in my heart it was so real

And you even spoke to me, and said :

"If you're so funny Then why are you on your own tonight ?

And if you're so clever then why are you on your own tonight ?

If you're so very entertaining then why are you on your own tonight ?

If you're so very good-looking Why do you sleep alone tonight ?"

I know ... 'Cause tonight is just like any other night, that's why you're on your own tonight

With your triumphs and your charms, while they're in each other's arms..."

It's so easy to laugh It's so easy to hate It takes strength to be gentle and kind Over, over, over, over It's so easy to laugh It's so easy to hate It takes guts to be gentle and kind Over, over...

Love is Natural and Real But not for you, my love Not tonight, my love Love is Natural and Real But not for such as you and I, my love...

Oh Mother, I can feel the soil falling over my head ...

Oh Mother, I can feel the soil falling over my head ...

(till fade)

quinta-feira, maio 10, 2007

Somos todos, menos alguns *

Todos os caminhos já trilhamos.

TODOS já conquistamos.

Qualquer missão que surgir à nossa frente será uma volta a algum lugar em que já houve Felicidade. A nova jornada, portanto, vai ser igual ao reencontro com um velho e bom amigo, seja lá onde for, mesmo que do outro lado do mundo...

E assim, vejam!, até quando nos retiramos é com vitória, companheira desde sempre. Afinal, como disse Nelson Rodrigues, o Flamengo (acompanhado do Fluminense) começou "quarenta minutos antes do nada". Eterno.

Não existe fim, sempre o que há é o recomeço. Um dia voltaremos àquele jardim onde só houve Glória. Para vencer. De novo.

-o-

* faixa estendida em meio à Nação, no Maracanã.

terça-feira, maio 08, 2007

"Ignorancia"

Não posso deixar de me manifestar. Acabo de ver no Jornal Nacional uma reportagem sobre uma reforma ortográfica na língua portuguesa que, segundo o noticiário, visa a tornar homogênea a língua escrita nos diversos países lusófonos.

Acontece que a reportagem, como muitas que são feitas no tempo exíguo do telejornal, aborda a coisa como se fosse maravilhoso "facilitar" a língua já que "a gente já não usa mesmo", como declara no final da notícia uma adolescente em uma sala de aula, aparentemente ensino médio ou cursinho.
É claro que a língua é organismo vivo e exatamente por isso tem mesmo que se modificar, evoluir. Ocorre que as pessoas não têm a mínima noção de como se fala corretamente, quanto mais como se escreve. A língua escrita é tratada como a maioria das pessoas cuida da coisa pública, sem o menor zelo.

Assim, para todos os populares entrevistados, essa eventual mudança surgiria como extremamente bem-vinda, mesmo porque "a gente já não usa mesmo". O projeto - ainda não referendado por Portugal - aboliria o uso do acento circunflexo em palavras como abençôo, vovô, ônibus ou vôo e remeteria para o recém-inagurado Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, o trema - surgindo "frequência", por exemplo. A dificuldade em usar acentos ou quaisquer sinais gráficos vem muito mais da ignorância em relação à língua do que de uma pretensa praticidade.

O momento culminante da reportagem foi a entrevista, ali no Largo da Carioca, com uma jovem que não tinha a menor aparência de pertencer às classes menos favorecidas da sociedade. A repórter pede à moça para escrever uma palavra que possui trema, talvez fosse "freqüência", não lembro exatamente de qual era. Fato é que a moça escreveu ("freqüência", digamos) sem o tal sinal gráfico. A repórter pergunta: "Mas não está faltando nada?", ao que a moça responde, "ah sim, a crase", e marca os dois pontos sobre o "u". "Crase? é esse mesmo o nome?", surpreende-se a jornalista. "Sim, até hoje pelo menos esse é o nome", insistiu a entrevistada, com ar de que havia ali alguma "pegadinha" da repórter.

Não acho, portanto, que aí esteja uma evolução. O que há é, apenas, um vexame. Para todos nós.

domingo, maio 06, 2007

"Outra vez..."

Você foi o maior dos meus casos, de todos os abraços o que eu nunca esqueci. Você foi dos amores que eu tive, o mais complicado e o mais simples pra mim. Você foi o melhor dos meus erros, a mais estranha história que alguém já escreveu...

E é por essas e outras que a minha saudade faz lembrar do título outra vez...

Você foi a mentira sincera, brincadeira mais séria que me aconteceu. Você foi o caso mais antigo, o amor mais amigo que me apareceu... Das lembranças que eu trago na vida você é a saudade que eu gosto de ter... Só assim sinto você bem perto do título e do gol...

Outra vez!

(Caramba, mandei bem. Ah Mengão...)