terça-feira, abril 22, 2008
Violência
terça-feira, março 25, 2008
A que ponto chegamos? (texto sem acentos ou sinais graficos especificos)
terça-feira, novembro 27, 2007
Temas de Legião Urbana. Começando com...
O meu coração já não me pertence
Já não quer mais me obedecer
Parece agora estar tão cansado quanto eu
Até pensei que era mais por não saber
Que ainda sou capaz de acreditar
Me sinto tão só
E dizem que a solidão até que me cai bem
Às vezes faço planos
Às vezes quero ir
Pra algum país distante
Voltar a ser feliz
-o-
Já não sei dizer o que aconteceu
Se tudo que sonhei foi mesmo um sonho meu
Se meu desejo então já se realizou
O que fazer depois?
Pra onde é que eu vou? Eu vi você voltar pra mim
Eu vi você voltar pra mim...
-o-
("Maurício")
quarta-feira, julho 04, 2007
"Brains, more brains!!" (cruzes!)
Vai lá, teste-se!
(Por que a vida não se faz apenas - thanks God! - de coisas chatas e sérias. Há zumbis também!!!)
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terça-feira, julho 03, 2007
Estupefação (uma excepcional e necessária segunda postagem em um dia)
Nesta noite de terça-feira assisti, como faço vez por outra, a uma parte do "Jornal da Band" que, por motivos claros de audiência, termina exatamente quando o "Jornal Nacional", campeão supremo de ibope, começa. O telejornal da TV Bandeirantes noticiou um crime ao qual a Rede Globo, fosse cometido no Rio, daria destaque de "primeira página"; resolvi assistir ao noticiário da Globo para ver de que modo seria anunciado. Para quê...
O crime ocorreu em Porto Alegre, em área de bastante movimento. Um grupo de assaltantes atacou os seguranças de uma transportadora de valores quando estes últimos se encaminhavam para dentro do carro-forte carregando malotes com dinheiro. Um bandido, certamente motivado pelos filmes de ação hollywoodianos, fez-se passar por catador de lixo e, no momento que julgou exato, sacou um fuzil de um monte de papéis amassados que levava em um carrinho de supermercados. Os vigilantes revidaram o fogo que tornou-se cruzado com a chegada de outros três assaltantes por uma rua lateral. O resultado?
Os bandidos fugiram sem levar nada. Dois vigilantes foram feridos. Quatro inocentes também feridos. Uma moça universitária, vinte e poucos anos, que chegava no caixa eletrônico, mor-ta.
A pergunta evidente: Jornal Nacional, por que não noticiar tal crime? Pessoalmente não acredito na hipótese (que alguns levantam há anos) de tentativa de desmoralizar o governo carioca (todos os governos, por anos?) mas fica parecendo que há algo nesse sentido. O "Jornal da Band", por sinal, entrevistou a população local e uma senhora disse o que todos sabemos: "a violência não está só no Rio. Aqui está igual".
Nosso país inteiro sofre com a insegurança. Por que só mostrar as nossas (verdadeiras e escandalosas) mazelas?
Por quê?
E assim caminhamos
segunda-feira, junho 25, 2007
Chamava-se "Retrato de um playboy"
Vem então à público, com voz embargada e tremeluzente - como vela acessa sob brisa - o pai de um dos malandros (muito bem chamados de "playboys" no Jornal Nacional) que espancaram a moça, o tal Ludovico, dizer que "eles erraram, sim, mas deixar as crianças que estudam, trabalham, etc, na cadeia, é demais! é desnecessário!". Entendo que em momentos de tensão as pessoas digam bobagens mas sempre há um limite para a boçalidade. Malandros escudados pela classe social serem chamados de crianças? que vergonha!
Gabriel foi premonitório. Ou melhor, nem tanto. Apenas foi observador, o pensador.
"Pergunta prum playboy o quê ele pensa da vida. Sabe o que ele te diz? (Se borra todo?) Não, mais ou menos assim:"Sou playboy e vivo na farra, vou à praia todo dia e sou cheio de marra. Eu só ando com a galera e nela me garanto, só que quando estou sozinho eu só ando pelos cantos. Porque eu luto Jiu-Jitsu mas é só por diversão (É isso aí meu "cumpádi", my brother, meu irmão). Se alguma coisa está na moda então eu faço também, igualzinho a mim eu conheço mais de cem. (...) E o que eu sinto pelo país é o que eu sinto pelo povo. Olha só que legal quando eu pego um ovo, entro no carro com os amigos e levo o ovo na mão (Olha o ponto de ônibus, freia aí meu irmão!!). E eu taco o ovo bem na cara de um trabalhador que esperava o seu ônibus que passou e não parou. Que maneiro, eu não ligo pra quem tá sofrendo, em vez de eu dar uma carona eu deixo o cara fedendo". Há uns quinze anos eu poderia ser enquadrado na posição social que esses malandros estão agora. Vinte, vinte e poucos anos, zona sul, carro desde sempre (e todos os amigos idem), night, etc. Muitas vezes ficávamos parados ali no posto Mengão, na Lagoa. Dali, após dar uma "calibrada", ia para as boates. Sim, gostava de correr de carro mas normalmente quando NÃO estava com álcool na corrente sangüínea (tanto que aqui estou). E, mais tarde, lá pelas quatro da matina, ia comer um sanduíche no BB Lanches, no Leblon, e depois (ou antes, bem mais cedo; não havia regra), geralmente, uma "patrulha".
A "patrulha" era nada mais que ir ver as moças que trabalham na noite, "na pista", como elas mesmo diziam. Muito diferente dessas "crianças" de hoje, tratávamos bem as meninas. E mais até: parávamos, todo mundo saía do carro e, por vezes, ficávamos por ali, conversando. Numa boa, sem desrespeito algum. Ninguém que eu tenha conhecido pensaria em bater nelas. Gostávamos delas, justamente pelos motivos mais que óbvios.
Essas "crianças" de hoje, e seus pais, são muito estranhos.
sábado, junho 23, 2007
Culinária oriental
Há uns duzentos e trinta e seis anos eu não postava alguma dica de restaurante. Salvo engano a última foi sobre a pizzaria do hotel Intercontinental, praia de São Conrado. Pois então, aí vai outra.
quinta-feira, junho 21, 2007
Não é nada. Apenas uma sensação ou pensamento fugidio.
segunda-feira, junho 18, 2007
De como tudo é volátil
Dia desses fui assaltado enquanto andava aqui pela zona sul, no início da noite. O prejuízo material do evento foi muito próximo a zero mas o que importa é a questão emocional (e a integridade física, naturalmente). Fica um hematoma na alma que, como a maioria dos outros, começa roxo bem escuro e vai clareando com o passar dos dias. Mas nem sempre esse hematoma moral desaparece. Diminui, no máximo.
Como na (in)segurança pública, na vida pública acontece o mesmo. Declarações insensatas (ou fatos íntimos revelados) podem acompanhar a pessoa pelo resto da vida. Está aí o Mário "Cenourinha" Gomes ou "A lei do Gérson", promulgada pelo ex-jogador lá nos anos setenta e que vigora até hoje.
A mais nova integrante desse "rol da fama pela porta dos fundos" (com trocadilho, no caso do ator) é, todos sabem, a ministra do turismo, Marta Suplicy. Seu destemperado conselho aos viajantes aéreos pode, talvez, ter estragado suas futuras aspirações político-eleitorais (ouvi hoje que a ministra pensa em se candidatar ao governo do estado de São Paulo...).
Dos diversos nomes que foram lançados na mídia nos últimos dias, caçoando da ministra Suplicy, nenhum chega perto daquele inventado pelo Casseta e Planeta em sua coluna dominical em O Globo: Marta SouDercy.
Maravilhoso.
segunda-feira, junho 04, 2007
terça-feira, maio 29, 2007
Miss segura
Eu mesmo assisti ao terço final, a tempo de ver a moreninha americana realizar aquela constante apreensão (ou torcida?) da assistência: "e se ela cair logo agora?". Caiu.
Analisando bem o resultado, deu para ver que não tinha como a moça de Juiz de Fora vencer (por sinal, há marmanjos comemorando o resultado. Fosse eleita miss universo, não poderia sair na Playboy... Agora cogitam até participação no Big Brother. O "pay per view" ia bater recorde. É o que dizem...). Bem, mas voltando ao tema "Isso Foi um Absurdo! Que Vergonha", a foto abaixo mostra as vencedoras da noite. Miss China (soa estranho, "miss china", "mixina", eu hein...) foi eleita "Miss Simpatia", título que, todos sabem, pertencia até ontem a Sandra Bullock. Miss Filipinas foi coroada "Miss Fotogênia" (?!?!) e, a campeã, Miss Universo (!!!!), a japonesa Riyo Mori. O que todas têm em comum? claro, são "japas".
quarta-feira, maio 23, 2007
Pearls
Dentro da linha da "frase-feita" esse é, sem dúvidas, um "conceito-feito". Feito e comprovado. Há inúmeros exemplos que podem confirmar tal afirmação, exemplos de toda ordem e sob diversos sentidos.
A breve história que se segue é um deles.
Ontem um conhecido meu, advogado, veio me contar que estava chegando da 5ª DP, próxima ao tribunal. Foi lá porque havia sido chamado por algum cliente seu - ou conhecido de um cliente, sabe lá - que havia sido conduzido àquela delegacia porque havia sido flagrado vendendo CDs piratas no centro da cidade. Na verdade disse o elemento que não eram CDs e sim, apenas, apresentava aos compradores cópias das capas dos discos, atividade bastante comum nas calçadas do centro e que visa, dessa forma, a fugir da punibilidade do ato, qual seja, vender artigo pirata, contrabandeado ou roubado. (Na verdade devia estar mostrando os discos mesmo senão não teria sido levado para a DP)
Acontece que os problemas do "vendedor" aumentaram em muito quando, no caminho da delegacia, a polícia abriu uma das mochilas que o sujeito levava consigo e encontrou nove papelotes de cocaína...
Ao chegar à delegacia o advogado foi conversar com o (agora) "vendedor" de substâncias entorpecentes e o mesmo afirma, a sós com seu advogado: "pô, eu não cheiro não, doutor! não mesmo! é que eu tava sem grana e arrumei isso aí pra arrumar algum!!...".
Aí eu me faço algumas perguntas e chego àquela conclusão do início: é incrível como essa sociedade é diversificada. Num caso como esse, chega a ser surpreendente que um camarada resolva vender cocaína e não saiba das conseqüências entre ser consumidor e traficante. A diversidade da sociedade, nesse caso, se escancara na disparidade de nível de informação e me vem uma questão: pode um sujeito assim ser colocado junto (fisicamente e legalmente) com reais traficantes de drogas?
É de ficar boquiaberto.
-o-
Voltando para casa, ouvindo a Band News.
A CEDAE (companhia de águas e esgotos do Rio) anuncia que vai começar a utilizar dispositivos na rede de esgotos de grandes consumidores (fábricas e condomínios, por exemplo) que estejam inadimplentes há bastante tempo com o pagamento de suas contas. Os dispositivos são "tampões" que impedem que os dejetos sanitários sigam para a rede pública de esgoto. Assim, o esgoto voltará para dentro das unidades caloteiras, fazendo aquele estrago que podemos imaginar.
Por conta disso, foi entrevistado o presidente da CEDAE (que, por sinal, escrevia um blog até há poucos meses, no Globo online). O presidente, bem austero, vai explicando a nova tática daquela empresa pública quando sai com essa: "...sim, então essa operação, que estamos chamando de "vai dar m", vai combater...". Ah?!?!?!
Olha, que bom que os vidros do meu carro são escuros senão iriam me tachar como louco, tal foi a forma como dei risada (a não ser que a outra pessoa também estivesse ouvindo a rádio). Imagine um sujeito todo sério, terno e gravata, voz empolada, olhando para o repórter e dizendo "pois bem, a operação "vai dar m"...
E é assim mesmo, "vai dar ême", que ele fala! É ou não é MUITO BOM !!?!?
Não tem inferno astral que resista. :-)
Na imagem, o governador (acompanhado do presidente da companhia de esgotos - olha ele aí!) parece já sentir os efluvios decorrentes da utilização dos tampões nos grandes consumidores.
terça-feira, maio 22, 2007
"A nível de resgatado", entende?
Bem, talvez possa dizer, parafraseando o título do "Indeep" (é, esse é o nome do grupo, uma "one-hit band"), que "This afternoon, a post saved my life". Estava lendo o Zeromeiaum (linkaulado) quando deparei-me como a tira abaixo, Charlie Brown em sua melhor forma:
Então pensei "poxa, tenho andado que nem o Charlie". Mas logo abaixo, a explicação-redenção! aí está, caros geminianos: o inferno astral!(Hum... não vejo o menor sentido nessa coisa de "inferno astral", mas pelo menos é uma "resposta-de-salvação". Posso me agarrar à ela, aguardando a ventania passar)
quinta-feira, maio 17, 2007
Solução financeira
sexta-feira, maio 11, 2007
"Sometimes I wonder where I've been..."
O que muito provavelmente não irá muito longe é a fama precoce da mocinha. O fenômeno "criancinha-fofura que é sucesso magnético internacional" vem dos tempos da Nikka no alvorecer dos anos 80 e também, já na década seguinte, com Jordy e seu "Je m'appelle Jordy, J'ai quatre ans et je suis petit". Por sinal, "quatre ans" também; curioso.
"But not for such as you and I"
quinta-feira, maio 10, 2007
Somos todos, menos alguns *
TODOS já conquistamos.
Qualquer missão que surgir à nossa frente será uma volta a algum lugar em que já houve Felicidade. A nova jornada, portanto, vai ser igual ao reencontro com um velho e bom amigo, seja lá onde for, mesmo que do outro lado do mundo...
E assim, vejam!, até quando nos retiramos é com vitória, companheira desde sempre. Afinal, como disse Nelson Rodrigues, o Flamengo (acompanhado do Fluminense) começou "quarenta minutos antes do nada". Eterno.
Não existe fim, sempre o que há é o recomeço. Um dia voltaremos àquele jardim onde só houve Glória. Para vencer. De novo.
-o-
* faixa estendida em meio à Nação, no Maracanã.