segunda-feira, maio 01, 2006

Mês das Mães

Entramos em maio, com seu tradicionalíssimo Dia do Trabalho (embora, hei de confessar, creio que tal sucessão de feriados possa deixar a todos mal-acostumados. Como suportar um mês inteiro de pura labuta?). E já que o mês é das mães, desde já venho lhes contar uma breve história que ouvi há algum tempo. Mãe só tem uma, mas...

Então vinha chegando o segundo domingo de maio e a professora, como anualmente fazia nessa época, pediu a seus alunos para escreverem uma redação tendo como tema a mamãe de cada um deles e, como homenagem àquele ser tão especial, pediu que os alunos incluíssem no texto a frase “Mãe, só tem uma”.

Levaram cerca de uma hora para redigir o trabalho, enquanto a professora tentava marcar a manicure e matutava sobre como pagar sua prestação da Caixa Econômica. Findo o prazo, e como ninguém se apresentava para ser o primeiro a ler “lá na frente”, Dieguinho foi escolhido.

O menino, um tanto envergonhado, se dirige para junto do quadro negro e inicia: “Na segunda-feira eu tinha uma prova bem difícil de matemática. Prestei atenção na aula e estudei o final de semana todo. Mas ainda tava nervoso, sem confiança. Quando tava passando o Fantástico a minha mãe foi no meu quarto e ficou um tempão me explicando a matéria. Ficou comigo até eu dormir. No dia seguinte cheguei cedo na escola e me dei bem na prova. Acho que tirei dez! Ahhh... mãe... só tem uma!!!!”. A professora, junto com a turma, bateu palmas para Dieguinho, muito orgulhosa do seu aluno.

Carlinhos foi o segundo. “Achei que eu não ia conseguir vir na aula. Ontem à noite eu tava com o nariz todo entupido e até com febre. Tava com muito frio também. Mas a minha mãe cuidou de mim, passou vick vaporub no meu peito, me deu um remédio lá e eu melhorei. De manhã, quando ela me trouxe na escola, eu dei o maior abraço e um beijão nela e disse que ela é a melhor mãe do mundo!! com certeza: mãe, só tem uma!!”. A “tia” quase não conseguiu esconder as lágrimas, aplaudiu entusiasticamente o garotinho, sapecando-lhe um dez.

O próximo foi Wandergleidson Júnior. O molequinho levantou-se, pegou sua folha toda amassadinha sobre a carteira e dirigiu-se para a frente da turma. Pigarreou e... “Ontem foi um dia ótimo pra mim. Consegui dez real lá no sinal, mas acabei chegando mais tarde em casa. Aquela chuva que deu, alagou tudo. Quando chove forte desce de tudo lá do morro. É uma dureza pra subir. Finalmente cheguei em casa. Quando abri a porta do barraco, notei que minha mãe tava com um homem no quarto dela. Ela ouviu a porta bater e me chamou lá, ‘Wandergleidsooooon!’. Cheguei na porta e vi que não conhecia o moço, era diferente daquele da semana passada. ‘Sim, mamãe?’. ‘Wandergleidson Júnior, seu neguinho filho da puta, pega lá na geladeira duas cervejas pra gente!!’. Aí eu fui pegar. Só então notei que pelo chão da sala já tinha algumas latas de kaiser, nova schin e bavária e, quando abri a geladeira, descobri o que temia. Sabia que a mamãe não ia gostar da notícia... resolvi gritar lá de longe: ‘Mãe.... só tem uma!’”.

Um comentário:

Paula disse...

Adorei a sua versão do mãe, só tem uma !!