Fé é coisa séria e o mínimo que se deve exigir, de si mesmo e dos outros, é respeitar a fé do próximo.
quarta-feira, janeiro 31, 2007
Um daqueles temas que não se discutem
quarta-feira, janeiro 24, 2007
"Só não vale dançar homem com homem..." (por sinal, bem homofóbica essa "Vale Tudo", não?)

sábado, janeiro 20, 2007
Mitológica
Mas, igualmente, acho que os blogs devem (ou ao menos podem) ser lugares onde revelamos claramente nossas idéias e, por que não?, aspirações, temores, manias, entre outras. Assim, resolvi falar desse encontro, compartilhando não só fatos como, igualmente, imagens.
Aconteceu como um presente de Natal e, por acaso – ou obra do destino, como quiser - , foi no dia 25 de dezembro, o dia em que a conheci pessoalmente. “Pessoalmente” aí tem grande valor porque, é claro, já a tinha visto um sem número de vezes em fotos, na TV e, até, umas poucas vezes ao vivo. Mas nunca tinha chegado junto, sem confusão – olhos curiosos e desejosos - por perto e, muito menos, nunca havia lhe tocado, ouvido sua voz ou aroma. Pelo que ouvia e lia sobre ela, tinha uma impressão que se concretizou: ela nos acolheu muito bem, com sua personalidade vibrante. Admito que fiquei embevecido, babando mesmo. Não posso, nem consigo, segurar os adjetivos (se é que os encontro): é sensual, é linda, magnética mesmo. Uma estrela de TV, de cinema, de qualquer lugar; européia e latina, famosa em qualquer lugar desse mundo, verdadeira diva, um mito. Nasceu precisamente na Itália, na mítica Maranelo. Ah, que máquina...
Ela e suas irmãs têm nomes diferentes mas pode chamá-la simplesmente de Ferrari. Essa das fotos abaixo, de um amigo meu de Minas, responde por "Challenge Stradale", versão apimentada (!!) da F360 Modena, com seus fogosos 425 cavalos (um 1.0 tem, no máximo, uns 75 cavalos, à guisa de comparação). Assentos de couro vermelho-paixão. Acelerando pelas ruas, você não tem idéia... Um êxtase. Orgasmo para todos os sentidos. Ma-ra-vi-lho-sa.



quarta-feira, janeiro 17, 2007
Observações

Manhã ainda bem recente, já estava aquele rapaz com sua camisa e bermuda surradas, chinelos bem gastos e sacolinhas de balas. Diariamente ele se coloca ali, no cruzamento entre a grande praça Paris e sua diagonal, o Passeio Público, onde começa a Lapa e o Centro. É um rapaz magro, bem franzino. Nunca o encarei de perto mas, salvo engano, acho que é estrábico. E marca ponto naquele espaço, com seus saquinhos de balas de terceira categoria, procurando vendê-las a algum motorista, faça sol ou, como hoje, chuva.
Quando virei a curva para avançar sobre a Lapa em direção ao tribunal, o sinal estava fechado e não havia carro algum; fui o primeiro a chegar. Na outra ponta do cruzamento, no sinal do tráfego que vem do centro, estava o rapaz, aguardando o sinal fechar e, talvez, algum vidro se abrir. Observei-o em sua solidão, cabeça baixa, mexendo em suas traquitanas. A uns quinze metros de distância eu também estava sozinho no carro que, por sua vez, não encontrava par no sinal. Ah, sim, eu sei, que solidões... mas, que vergonha, elas são tão diferentes!
Naquele momento tão matutino, um único pensamento invadiu minha cabeça, uma questão que, na ausência do sono nessa hora que já se insinua pela madrugada, me acompanha desde a manhã: qual é a diferença entre mim e aquele moço? Qual? Nenhuma, absolutamente nada. A meu ver, uma questão cativa do acaso e nada mais: eu em meu carro, vidros travados, ar ligado, bem alimentado; vindo do conforto e bem-estar da cama, da casa, da família; indo para o bom trabalho, seguro, estável, para a lide diária processual. Em que sou melhor que ele? Eu sei, não tenho dúvida: em nada. Acaso.
Sim, carece de exposição; sei que faço coisas que ele não sabe mas, e daí? Nada inato; tudo aprendi. Por sua vez, quem sabe?, o humilde e raquítico rapaz das balas vagabundas pode saber coisas que desconheço e que nem conseguiria executá-las ou manejá-las. A opção “coisas-da-vida-e-da-rua” é uma boa aposta nesse quesito. De mais a mais, deixando conjecturas de lado, em uma coisa sei que ele é “melhor” que eu (com vigorosas aspas porque não se trata de achar fatos melhores ou piores, em mim ou nele. São contingências; vicissitudes ou bônus): ele tem uma determinação que eu não teria. Claro, tudo é tese. Assim, pois, do meu ponto de vista não me parece que teria tal força de vontade.
(É óbvio também que é “do meu ponto [privilegiado] de vista”; e desse patamar tal resignação comercial no sinal de trânsito parece inviável. Mas, confesso, não consigo arrancar a alma do corpo – e da mente – ao observar seja lá o que for; quem realmente consegue, que se habilite e fique rico. Bom, muitas vezes serve fingir e se tornar charlatão, como uns que tem por aí escrevendo livros; mas tal "virtude" não aprendi.)
E aquela foto do início? Bem, o coqueiro da foto nada tem a ver com essa história, a princípio. Mas, novamente, quem sabe?
Sem dúvidas e bem consciente: nem um pouco mais importante que o pássaro do litoral baiano. Nem um pouco mais importante que o persistente rapaz do sinal. Tudo e todos: iguais.
(Considerações sobre o que nos cerca, num momento em um país em que nossa vida de nada presta, em que podemos nos tornar vítimas sem amparo, seja pelo projétil que vem de cima, pela ponte que interdita o caminho, pela barragem que arrebenta e intoxica o rio ou o buraco que surge tragando gente. “Fatalidade”, palavra tão facilmente aplicada e pronto, a culpa vai se esvaindo.)
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Alívio
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Mas antes...
domingo, janeiro 07, 2007
Shhhh! Imbloglio is on air!

Após uma parada durante as festas de final de ano eis que estamos de volta "pras coisas que eu deixei". A ida até o sul da Bahia foi feita em três partes - a primeira até BH, onde foi passado o Natal e depois, no dia 26, a "caravana rolidei" prosseguiu até Teófilo Otoni, ainda em Minas e, de lá, no dia seguinte, até a "costa do descobrimento". Já a volta... Bem, em apenas um dia foi uma esticada de exatos 1.112 quilômetros e 900 metros, como denuncia o hodômetro do carro, direto de Coroa Vermelha (ao norte de Porto Seguro) até o Rio.
Portanto, eis aqui em avant premiere minha primeira resolução de Ano Novo: nunca mais viajar de carro por mais de 400 km (Rio-SP ou Rio-BH); além disso, só avião - mesmo com seus atrasos - e, qualquer coisa, aluga-se um carro no destino. Ademais, por causa das chuvas dos últimos dias, caiu uma ponte em Campos o que me fez sair da Bahia às 8 da manhã e após fazer contornos imprevistos chegar ao doce lar às 11 da noite. Que tal?
Mas, enfim, após dias de sol, pontes partidas, barrancos caídos e todos sãos, o ImBLOGlio Carioca está novamente no ar - cada vez acho esse nome de batismo, embora estranho, mais apropriado em relação à cidade, não? - com variadas histórias muito em breve.
Por agora é apenas isso: Olá!!